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Base de dados de ADN em Portugal arranca em 2009

13, Setembro, 2008 Ricardo Santos Nenhum comentário
A garantia foi dada por Conde Rodrigues, secretário de Estado Adjunto da Justiça: em 2009, começa a operar a base de dados de ADN.
O Governo anunciou que vai equipar três gabinetes médico-legais com equipamentos para recolha e tratamento de dados genéticos.
Conde Rodrigues lembrou ainda que a nova base de dados vai ser fiscalizada por uma comissão independente nomeada pela Assembleia da República, noticia o Diário de Notícias.

A base de dados de ADN vai recolher e disponibilizar para as autoridades perfis genéticos de cidadãos que tenham sido condenados a penas de prisão superiores a três anos de prisão – ainda assim, a inserção de dados genéticos de criminosos apenas poderá ser levada a cabo quando solicitada por um juiz, a base de dados de ADN apenas deverá recolher dados genéticos dos cidadãos que, voluntariamente, tenham aceitado fornecê-los.
In Exame Informática

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Robô consegue criar réplicas dele próprio

Investigadores da Universidade de Bath, na Inglaterra, desenvolveram uma máquina que, para além de produzir cópias tridimensionais de objectos como sandálias ou maçanetas de porta, cria réplicas dela própria. O robô, denominado RepRap (abreviatura de replicating rapid-prototyper), funciona como uma impressora que, em vez de tinta, utiliza plástico aquecido e posteriormente solidificado para criar objectos em 3D a partir de desenhos técnicos, noticia a “PC World”.

Apesar de as impressoras 3D existirem no mercado há cerca de 25 anos, o RepRap é a primeira máquina capaz de criar as suas próprias partes estruturais, afirmou em comunicado Vik Olliver, um membro da equipa. Segundo o director da RepRap Research Foundation, o objectivo do projecto é criar no futuro um robô que consiga produzir processadores e circuitos impressos, permitindo que os utilizadores construam os seus próprios computadores.

Todas as instruções e informações necessárias para construir o RepRap estão disponíveis sob uma licença de software livre GNU GPL.

Ciberia

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Computador mais rápido da Europa já está em funcionamento

O Centro Alemão de Aeronáutica e do Espaço colocou hoje em funcionamento o computador mais rápido da Europa, que está ligado a um sistema de simulação aérea e é capaz de realizar 46,6 bilhões de operações por segundo.

“O sistema permitirá verificar as características e os riscos técnicos, económicos e ecológicos dos aviões durante o processo de desenho”, assegurou Joachim Szodruch, da direcção da instituição, que tem sede em Braunschweig, no centro da Alemanha.
O sistema, que tem uma capacidade equivalente à de seis mil computadores pessoais, foi fabricado pela T-Systems e apenas é superado por um simulador colocado em funcionamento pela companhia Boeing na Índia.
Fonte: Lusa/Sapo
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Super 3G a 250megas

super-3gA NTT DoCoMo, maior operadora móvel do Japão, anunciou que atingiu uma velocidade de download de 250 Mbps durante os testes da tecnologia de banda larga móvel denominada Super 3G, estes resultados foram obtidos em Fevereiro deste ano durante testes realizados ao ar livre junto do laboratório de investigação e desenvolvimento da empresa em Yokosuka, no Japão

Em teoria, o Super 3G é capaz de atingir velocidades na ordem dos 300Mbps de download e 75Mbps de upload, esta é uma das várias tecnologias incluídas no projecto “Long Term Evolution” do 3GPP, que visa encontrar a norma de telecomunicações móveis de quarta geração que sucederá à GSM/UMTS.

A operadora nipónica está também a realizar testes de campo com sistemas 4G, tendo já conseguido transmitir dados a cerca de 5Gbps para um receptor em movimento a 10 quilómetros de distância.
Fonte: Cibéria

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Universos paralelos intrigam cientistas

2, Janeiro, 2008 Ricardo Santos 4 comentários
Apesar de ser muito popular e bastante usada nos livros e filmes de ficção, a ideia dos universos múltiplos é encarada de forma séria pelos cientistas.

O astrofísico Aurélien Barrau escreve, no número de Dezembro da revista Cern Courrier, da Organização Europeia para a Investigação Nuclear, que a ideia “de uma multitude de universos é mais do que uma invenção fantástica, que aparece naturalmente em várias teorias e merece ser levada a sério”.

“Estes universos múltiplos não são propriamente teorias mas consequências de teorias elaboradas para responder a questões claras de física das partículas ou da gravitação. Muitos dos problemas centrais da física teórica encontram aqui uma explicação natural”, resume este físico do Laboratório de Física Subatómica e de Cosmologia. Com este raciocínio, “o nosso universo não seria mais do que uma ilhota irrisória no seio de um imenso ‘multiverso’ infinitamente vasto e diversificado”. E, prossegue o cientista, “se isso fosse verdade, poderia tornar-se para o homem, que está há muito tempo no centro do Universo, uma ‘quarta ferida narcísica’, depois das infligidas por Copérnico, Darwin e Freud”.

Tema de filmes

Imaginar que existe uma multitude de universos responderia a uma das interrogações dos físicos: por um qualquer acaso – excepto acreditar em Deus -, o nosso universo, se fosse o único existente, teria precisamente as leis e as constantes físicas que teriam permitido o aparecimento de astros, de planetas e finalmente de vida.

“As características do nosso universo explicam-se bem se supusermos que todas as versões imagináveis, ou não, da realidade existem ‘algures’”, resumia há alguns anos o astrofísico Max Tegmark.

Foi em meados do século XX, mais precisamente em 1957 que, pela primeira vez, foi avançada a ideia dos mundos paralelos pelo físico americano Hugh Everett, para interpretar certas bizarrias da física quântica, para o senso comum.

As partículas podem encontrar- -se numa sobreposição de estados – como se um gato pudesse estar, ao mesmo tempo, vivo e morto, segundo o célebre paradoxo relevado por um dos “pais” da física quântica Erwin Schrödinger.

Mas um estado só se torna realidade quando o observamos. As outras probabilidades não se concretizam nos outros universos, teorizou Hugh Everett, assim como outros físicos.

Existiriam, portanto, e segundo este raciocínio, vários universos paralelos que tiveram um passado comum, antes de divergirem para uma outra possibilidade.

A antiga série de televisão norte-americana Sliders [teve uma passagem breve pela televisão portuguesa, na SIC Radical, intitulada Mundos Paralelos], onde os heróis deslizavam de mundo em mundo, inspirou-se na mesma ideia da trilogia de Philip Pullman. [designada em Portugal por Mundos Paralelos, com os títulos Os Reinos do Norte, A Torre dos Anjos e O Telescópio de Âmbar, que deram origem ao filme A Bússola Dourada, em exibição].

“Este mundo, como todos os outros universos, nasceu do resultado das probabilidades”, explica Lorde Asriel a Lyra, a jovem heroína de Mundos Paralelos, evocando as partículas elementares.

“Num determinado momento, são possíveis várias coisas e no instante seguinte apenas ma se produz, e o resto não existe. E no entanto nasceram outros mundos, nos quais essas outras coisas foram produzidas.”
Fonte; Diário de Notícias

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