Nova teoria explica o mistério da construção da Pirâmide de Quéops

Por | 5 de Abril de 2007
Terá o arquitecto Jean-Pierre Houdin desvendado o mistério da construção da pirâmide de Quéops, uma das “7 Maravilhas do Mundo” que teima resistir às forças da natureza e do tempo? Como terão conseguido os antigos egípcios transportar enormes blocos para os pontos mais elevados da pirâmide sem terem recorrido a sistemas de rodas ou instrumentos de ferro?

Estas questões têm sido amplamente discutidas pelos especialistas, mas o estudo que levou oito anos a ser concluído parece dar uma nova explicação para a construção do imponente túmulo do rei Khufu, edificado há 4.500 anos. A partir de uma simulação computorizada a três dimensões (3D), Jean-Pierre Houdin concluiu que a estrutura começou a ser trabalhada a partir de uma rampa interna que formava um túnel em espiral. O arquitecto francês lembrou que uma das evidências da utilização da rampa assenta num teste de microgravidade realizado em 1986, que já mencionava a existência uma segunda estrutura, menos compacta, em forma de espiral dentro do complexo.

O perito explicou que a construção da pirâmide de Gizé foi feita por etapas. Inicialmente terá existido uma rampa exterior, que poderá ter chegado aos 43 metros de altura. Ter-se-á utilizado um sistema de contrapesos dos enormes blocos de granito e calcário. Já as rampas internas permitiram edificar o topo da pirâmide, chegando aos admiráveis 146 metros de altura. De acordo com o arquitecto, este tipo de construção de dentro para fora poderá explicar por que razão a Câmara do Rei (onde se encontra o túmulo do faraó Khufu) era constituída por cinco tectos de granito em vez de um.

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