Naquele dia

Por | 27 de Novembro de 2006

Naquele dia pude ver a tristeza no teu olhar
Pude sentir a tua dor por estarmos separados
A raiva por vezes faz-nos tão rudes
E mil palavras não são capazes de fechar a ferida
Mas o coração não nega aquilo que me dilacera
Vejo-te partir para longe de mim
Quero gritar para que voltes, mas calo-me
As tuas acções violentas, repentinas, sem piedade
ó ódio explodindo em frases momentâneas
Querendo reverter, tento e caio ao chão
O meu corpo corpo sangra de saudades, mãos frias
Os meus dias ficam sem vida, mortos
fos-te embora e esta sofreguidão, uma ausência perene
Uma partida, um adeus, um espinho cravado no meu peito
O arrependimento é muito para um ser tão orgulhoso
Tornei-me escravo deste amor e incapaz de admitir
Uma partida, uma dor não somente minha
Dor em duas almas, em dois corpos que se desejam
Os dias passam,
Noites escuras, minha alma chama pela tua
Esta escuridão, e uma chama ferve de vontade de lhe ter
Não consegui sequer pedir dersculpa pelas vezes que te fiz chorar
Desculpa por te amar assim desta forma sem que tu percebesses
Escondia os meus sentimentos enquanto tu te sentias só
Deixei-te partir para longe de mim.
Mas a tristeza hoje do teu olhar também é minha…

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