Monte dos Vendavais

Por | 28 de Novembro de 2006

É através
Deste mundo rebelde
Que as minhas palavras
Desabrocham.
São os sentimentos trocados,
O sentir de uma música,
O ouvir do vento,
O sentido incerto de tudo
E o sentido mais certo de tudo.
É a magia de um momento,
É a ida e volta
Ao Monte dos Vendavais,
Onde carrego energias,
Onde sossego
O desassossegado.
É o sítio perfeito
Onde se percebe tudo,
E não se percebe nada.
É o querer encontrar-se
Com a vida deliciosamente
Boémia
E perfeitamente serena.
É o passar por sítios
Onde mais ninguém passou.
É tocar lá no fundo
Onde outrem jamais
Ousou tocar.
É não apagar o Passado,
Porque outrora fez parte.
É simplesmente viver
O Presente,
o agora,
aqui.
É respirar todos os ares,
Sentir diferentes olhares
Perceber diferentes falares.
Escrevo, neste monte,
Onde os ventos se encontram.
Escrevo para todos,
Rascunho as palavras guardadas,
Os momentos guardados,
Os sentimentos guardados,
A vida guardada.
Neste sítio,
Os ventos que adejam
São as minhas palavras
E o monte o meu suporte.

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