Teletransportação cada vez mais próxima

Por | 7 de Outubro de 2006

Quantas vezes desejou sair de um sítio e estar em outro lado qualquer no segundo a seguir? Ou porque está atrasado ou, simplesmente, por detestar perder tempo com viagens ou filas de trânsito. O teletransporte mais conhecido da história da ficção científica é o de ‘Star Trek’ – ‘Caminho das Estrelas’ –, mas a ciência está cada vez mais perto de igualá-lo.

Uma equipa de investigadores do Instituto Niels Bohr, da Universidade de Copenhaga, na Dinamarca, liderada por Eugene Polzik, conseguiu teletransportar ao mesmo tempo dois objectos diferentes. Até ao momento, apenas foi possível teletransportar objectos iguais – luz ou átomos simples – através de distâncias muito curtas e somente durante uma fracção de segundo. A descoberta da equipa de Eugene Polzik representa um desenvolvimento significativo na busca do teletransporte, pois utiliza luz e matéria em simultâneo.

Num artigo publicado na revista científica ‘Nature’, Eugene Polzik destaca a importância desta descoberta: “É um passo em frente porque envolve, pela primeira vez, o teletransporte de luz e matéria, dois objectos diferentes. Um ‘carrega’ a informação, o outro é o meio de armazenamento.”

Esta experiência envolveu pela primeira vez um objecto atómico macroscópico, contendo milhares de biliões de átomos. Os cientistas também teletransportaram essa informação numa distância de cerca de meio metro, mas acreditam que a podem aumentar.

“O teletransporte de dois átomos simples é feito desde há dois anos por duas equipas, mas apenas a uma distância de uma fracção de milímetro”, referiu Polzik, acrescentando que este método “permite distâncias maiores porque envolve a luz como portador de informação”.

Apesar deste desenvolvimento, ainda não está para breve a possibilidade de teletransportar pessoas de um local para o outro, bastando para isso dizer ‘Beam me up, Scotty’, como na série ‘Caminho das Estrelas’. Este avanço permite, para já, abrir portas à comunicação quântica, fazendo com que a transmissão e processamento de informação sejam feitos de uma forma totalmente inovadora. “Já demos passos importantes no longo caminho até ao teletransporte total, mas ainda nos faltam bastantes”, disse Eugene Polzik. E explicou: “Trata-se de teletransportar informação de um local para o outro. A informação quântica é diferente da informação ‘clássica’ porque não pode ser medida.”

Fonte: Correio da Manhã

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